Por Henrique Britto
Os medicamentos genéricos desempenham um papel fundamental na democratização do acesso à saúde no Brasil. Mesmo com anos de presença no mercado, ainda existem dúvidas e desconfianças sobre sua eficácia, segurança e diferenças em relação aos medicamentos de referência.
Especialistas reforçam que os genéricos são resultado de rigor científico e fiscalização, garantindo qualidade e confiabilidade para os pacientes.
Medicamentos genéricos são seguros e eficazes
De acordo com a farmacêutica e coordenadora do curso de Farmácia da UNAMA Santarém, Carlena Sinara, o preço mais baixo não significa menor qualidade. “O medicamento genérico ajudou milhões de brasileiros a manter tratamentos de forma mais acessível e segura. O preço menor não indica inferioridade, mas sim a ampliação do acesso à saúde”, destaca .
Os genéricos passam por rigorosos testes e regulamentação, garantindo o mesmo efeito terapêutico dos medicamentos de marca.
Mito: genérico é mais fraco por ser mais barato
Essa é uma das principais dúvidas entre consumidores, mas não corresponde à realidade. “Para ser aprovado, o medicamento genérico precisa ter a mesma dose, forma farmacêutica e eficácia do medicamento de referência”, explica farmacêutica.
A diferença de preço está relacionada à ausência de custos com pesquisa inicial e publicidade.
Mito: genérico e similar são a mesma coisa
Embora pareçam semelhantes, existem diferenças importantes entre os dois tipos. “O genérico comprova equivalência farmacêutica e bioequivalência e é identificado pela tarja amarela com a letra ‘G’. Já o similar possui nome comercial próprio”, esclarece Carlena Sinara.
Essa distinção é essencial para o consumidor entender o produto que está adquirindo.
Mito: genérico demora mais para fazer efeito
A eficácia e o tempo de ação dos genéricos são equivalentes aos medicamentos de referência. “A Anvisa exige testes rigorosos para garantir que o princípio ativo seja liberado na mesma velocidade e quantidade”, afirma a coordenadora.
Isso assegura resultados clínicos semelhantes entre os dois.
Verdade: é possível substituir o medicamento por genérico
A substituição é permitida quando há equivalência comprovada. “O farmacêutico tem papel fundamental nesse processo, orientando sobre dose, equivalência e segurança da troca”, destaca Carlena Sinara.
Essa prática contribui para ampliar o acesso ao tratamento.
Mito: doenças crônicas não podem ser tratadas com genéricos
Pacientes com doenças crônicas podem utilizar medicamentos genéricos com segurança.
Segundo a especialista, esses produtos seguem os mesmos critérios regulatórios exigidos para tratamentos de longo prazo.
Verdade: excipientes podem causar reações
Embora o princípio ativo seja o mesmo, pequenas diferenças na formulação podem gerar reações em pessoas sensíveis. “Diferenças em excipientes podem causar efeitos específicos. Por isso, o acompanhamento farmacêutico é importante”, explica farmacêutica.
Mito: todo medicamento vira genérico automaticamente
Nem todos os medicamentos possuem versão genérica imediata. “Existe um período de patente, geralmente de cerca de 20 anos. Apenas após esse prazo outros laboratórios podem produzir versões genéricas”, conclui Carlena Sinara.
Ao esclarecer mitos e verdades, a UNAMA Santarém destaca a importância do acesso à informação para decisões mais conscientes. Os medicamentos genéricos representam uma alternativa segura, eficaz e acessível, contribuindo para a saúde da população.